Clínica do Mal-Estar: "O Sintoma é a nota própria da dimensão humana" - Psicanálise & Cultura

Clínica do Mal-Estar: "O Sintoma é a nota própria da dimensão humana"






O sintoma será o primeiro e o sinthoma o último. Entre eles abordaremos também a inibição e a angústia. Outros como fobia, ataques de pânico, serão contemplados ao final.

Nos anos anteriores, além de estabelecermos os operadores do campo freudiano e do lacaniano, sublinhamos como ponto comum entre eles a castração. Seja em Freud ou em Lacan, ressalvadas as devidas diferenças quanto ao seu organizador, dela sempre decorrerá a estrutura que responderá pelo inconsciente, desejo e gozo. Responsável pela desnaturalização própria ao humano, a castração dá nome à uma complexa operação que inclui o sujeito em exclusão interna ao objeto - a famosa divisão subjetiva – a qual determina, pelo enquadramento fantasmático, a janela através da qual o sujeito se localiza no mundo, a posição de onde se relaciona, ama, odeia, trabalha, deseja, goza e é gozado. O fantasma, em sua lógica, opera uma nodulação entre o interior e o exterior, sujeito e Outro, engendrando a realidade e condicionando o modo de dar sustentação ao desejo, para o humano.


"A castração então é alguma coisa como o despertar para isso que a sexualidade (...) se marca pelo signo de uma falta”.

É da falta que se organiza a sexualidade para o humano.

Frase que precisa ser trocada em miúdos e que nos servirá de referência para abrir uma trilha para interrogar o que faz questão ao psicanalista hoje, convocando-o a estabelecer uma clínica, ou seja, construir o nó que atou imaginário, simbólico e real, a partir de sua posição na transferência. Além do psicanalista fazer parte do conceito de inconsciente, já que é seu destinatário, completa a metade do sintoma, ressalta Lacan em dois momentos de seu ensinamento. 

Para que serve uma psicanálise? Como opera? Quais tratamentos possíveis do Real?

O Real se caracteriza por se nodular, sublinha Lacan, ao "monstrar” o fazer do Discurso Analítico.

Partiremos de Freud com Inibição, Sintoma, Angústia, na medida em que são as três formas de não se haver com o desejo do Outro.

Examinaremos a tríade Freudiana a partir de Lacan.

"É entre estas três nominações – nominação do imaginário como inibição, nominação do real como angústia, nominação do simbólico, flor do próprio simbólico como sintoma -, é entre estes três termos que tentarei interrogar-me, no ano que vem, sobre o que convém dar como substância ao nome-do-pai.”

Coordenação: Simoni do Carmo Missagia Hülle
Horário: Sábados, às 9 horas
Periodicidade: quinzenal
Atividade aberta a membros de participantes
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